sexta-feira, 21 de novembro de 2008

My Scream


Será a fama maior que a realidade?
Poderão os erros passados sublimarem os acertos presentes?
O pagamento será eterno?
A dívida será eterna?
Só desejo a confiança de quem amo
Confiança em meu potencial de ser verdadeira
Em meu potencial de amar.
Só desejo a confiança de quem amo.
Confiança de que as omissões já passaram
Confiança de que os cortes estão sendo suturados
De que os traumas estão sendo monitorados
De que as lacunas estão sendo preenchidas
Só desejo a confiança de quem amo
Confiança no que digo
Confiança no que sinto
Confiança em meu caráter
Confiança em mim.





  • Para ouvir: Ghost Love Score - Nightwish

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Superironic


Faz parte do que é ser humano sonhar com o que não se tem, desejar o impossível e almejar o inalcançável. Faz parte do que é ser humano viver o presente, sonhar com o futuro, mas na realidade, estar sempre desejando algum momento já pertencente ao passado. Faz parte do que é ser humano receber a denominação de "ser racional", mas nem ao menos saber ao certo o que tal termo significa, a quais ações ele remete. Faz parte do que é ser humano estar impregnado de rebeldias sem causa, raivas sem fundamentos e sentimentos não correspondidos, sejam eles bons ou ruins.

Os seres humanos, tão bons, tão dotados de inteligência e da tão referida "racionalidade" nem ao menos conseguem preservar seu habitat (coisa que animais selvagens, ou seja, "irracionais", conseguem.), e ainda destroem os meios de sobrevivência dos outros seres à sua volta.

Os seres humanos, lógicos, racionais, bons entendedores de MEIAS palavras, normalmente não entendem UM conceito. Normalmente não entendem nem mesmo a essência, o núcleo do que são. Normalmente estão enclausurados em dúvidas, aprisionados em seus conceitos infundados e inconsistentes.

Com isso, o planeta tem, realmente, todos os pré-requisitos para progredir, para se desenvolver e ter preservados seus recursos naturais de desenvolvimento sustentável. Com tamanha facilidade de compreensão da realidade, com tanto empenho da parte de casa um de nós em melhorar, nosso futuro tende a ser realmente brilhante e fantástico.

Mas faz parte também do que é ser humano viver cada minuto como se fosse o último, sem pensar que o próximo minuto está para vir, e precisará de subsídios para valer a pena. De forma inconsequente, sem ter a real noção de que futuro o aguarda. E depois, o que lhe resta? Simplesmente reclamar do presente, começar a temer o futuro e prosseguir em seu saudosismo.










  • Para ouvir: Gentileza - Marisa Monte

domingo, 9 de novembro de 2008

I don't wanna miss you


É incrível como uma coisa tão pequena pode estar querendo tirar uma das minhas maiores riquezas do meu lado. Não quero acreditar na perspectiva de te perder. Não quero te perder, Ton. Nem consigo imaginar como seria seguir minha vida sabendo que não está mais aqui. Mas as decisões são nossas, não são? Pode parecer que estou sendo indiferente, mas eu acho que talvez esteja sendo a pessoa mais afetada pela notícia... Tomei minhas decisões. Será difícil, tenho certeza. Mas quero prosseguir. Por você. Por mim. Pelas nossas vidas.
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Eu te amo, Ton. Você é o MEU PAI, o único. Amo demais você...
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[Esse post se resume em um desabafo. Não quero que abranja ninguém. Não tenho a intenção de que seja comovente, até porque estou revoltada nesse momento.]
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  • Para ouvir: Cidade Paraíso - Wellington de Castro

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Trying to be good




Os erros me perseguem. Por mais que lute, parece que minha sina é sempre maior do que minha vontade. Lembro de algumas citações: “O que faço não aprovo, e o que aprovo não faço, e o vício desse laço continua em mim.” “Velhos hábitos demoram a morrer.”... As pessoas nos querem, e nos querem de verdade. Sentimos isso. Mas até que ponto alcançaremos as expectativas delas? Até que ponto valeremos a pena? Até que ponto seremos uma companhia agradável e diferente?
Nossos erros tendem a nos levar a caminhos pelos quais nunca teríamos andado, se tivéssemos pensado um pouco melhor. Ou melhor, se não tivéssemos pensado tanto. Machucamos pessoas pela vontade de poupá-las. Ferimos sentimentos e quebramos laços de confiança pelo anseio de “esperar ocasião melhor.”
Para a verdade, devemos ver, não há “tempo melhor”. Há o agora, e ela deve ser dita enquanto pode ser ouvida. Ela deve ser jogada, sem moralismos aos quatro ventos, para que todos saibam a importância que há, para nós, em dizê-la.
Levamos tempo para percebermos que uma pessoa não nos julgará pelas mesmas coisas que outras nos julgaram. Tudo é relevante, tudo vale a pena ser contado, descrito, analisado, revisto. Se não faz diferença falar, qual o mal em falar? Não vai mudar nada, certo? Se não fizer bem, mal não há de fazer. E se fizer mal, será passageiro. Não trará tantas conseqüências quanto a omissão.
Levemos em consideração os fatos reais. Não o passado. Mudemos, olhemos e vejamos quem realmente está conosco, e analisemos suas atitudes. Essa pessoa é alguém diferente de tudo, de todos que nos rodeiam. Por que diabos prosseguimos em tratá-la como os outros? Por que infernos não mudamos, não consideramos que essa pessoa nos deixou livre... Deixou que nos mostrássemos o mais imperfeito que fôssemos, e o máximo que fez foi nos aconselhar. Mostrou todas as suas imperfeições, e nada escondeu de nós.
É incrível como pensamos que privar alguma pessoa da verdade, em algum momento, pode ser melhor. Uma burrice sem tamanho! Idiotice sem igual!
Ao falarmos, denotamos que o fato, apesar de presente, não tem porque ser escondido. Porque mostramos não ter culpa. Demonstramos confiança nas pessoas e fazemos com que as pessoas confiem em nós. Ao omiti-lo, de alguma forma quebramos a corrente, deixamos a impressão de que temos algo a perder ao falar aquilo, e abrimos espaço para que as pessoas pensem que, se escondemos algo tão irrelevante, o que mais não poderemos esconder?
Inferno de demora para quebra de conceitos. Inferno.

“O Diabo desta vida é que dentre cem caminhos devemos escolher apenas um, e viver com nostalgia dos outro noventa e nove.”

“Será que essa voz o vento soprará e o tempo longe a destruirá como num canto perdido? Ou será que essa voz humilde, o vento levará até teu coração na esperança de um abrigo? Não quero teu medo, vem segura a minha mão. Não temos segredos, ou não somos mais irmãos. Eu vivo meus sonhos, deles não há repressão. Meu grito é ser livre, ter você no coração!!” – Era uma Vez – Catedral (Adaptada)


















  • Para ouvir: Como uma Onda - Lulu Santos

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

I'm not who you desire. I'm what I am.



Somos o que nossos atos retratam. Não somos a representação dos sonhos de alguém, nem muito menos a corporeificação dos desejos de tal pessoa, por mais influente e presente que ela seja na nossa vida. Somos o que somos, e não o que querem que sejamos. Não adianta tentarem nos ofuscar. Nós deflagramos a nossa luz por nós mesmos. Há situações em que desejamos ser notados. Então que sejamos notados! Mas pelo real, pelos fatos. E não por estarmos mudando o nosso conteúdo, o nosso caráter.
Um produto, diz-se na área de Marketing, é conhecido pela sua marca. Se a marca tem prestígio, grande parte do que for produzido por esta será grandemente aceito no mercado. Mas para que a marca ganhe um prestígio, é necessário, primeiro que o produto seja bom. Tenha qualidade, seja autêntico. Em uma condição na qual poucas pessoas conhecem aquela marca, propagandas são fundamentais, e quanto mais propagandas diretas, em contato direto com o consumidor. Ainda melhor se tal veiculação de informações for realizada também por um consumidor. Mas propagandas só surtem o efeito desejado quando o produto é realmente bom. Porque senão, a fama não dura.
Assim como produtos, temos a nossa marca, que foi garantida dia após dia em nossa vida. Por nossas atitudes, por nossas escolhas, por nossos votos contra, a favor, e até mesmo por nossas abstenções. Somos o que aprendemos a ser. Influenciados pelo meio, mas decididos em nós mesmos.
As escolhas são fundamentais em nossas vidas. Escolher uma roupa não deve se limitar somente ao fato de que outras pessoas irão olhar para nós. Deve transcender tal conceito. Alcançar o patamar de exteriorização do interior. Cores, modelos, detalhes, acessórios e até mesmo a nossa maquiagem dizem o que somos, ou ao menos como estamos nos sentindo. Quem nunca passou por uma situação em que, ao estar em um dia feliz, com a auto-estima no ápice, trocou sua roupa até mesmo automaticamente e se deparou com várias pessoas as quais encontra todos os dias, que diziam como você estava diferente?? Coincidência? Não. Materialização do caráter.
Quando cito que “Opiniões não mudam fatos. Roupas não mudam caracteres.”, quero denotar que não importa o que pensem. Você é uma pessoa única e diferente. E deve ser autêntica, porque se cada indivíduo tem sua marca, plagiar é crime.
  • Para ouvir: Take me Away - Lifehouse