
Reler cartas, postagens virtuais, e-mails... Olhar todas as fotos do relacionamento e imaginar quantas mais tirarão em toda a sua vida. É sentir a falta do que esteve com você há um minuto, só por pensar quantos minutos se passarão até poderem estar juntos de novo. É querer colar, grudar, se amarrar. É querer que vocês se tornassem uma só pessoa, a fim de estarem sempre perto.
O caminho pelo qual já se andou. O telefonema diário. Perfumes. Pensamentos. Tudo ligado. Tudo unido à pessoa. Mas afinal, qual o sentido de se ter saudade?
A saudade vem para nos mostrar efetivamente o quanto gostamos de uma certa pessoa. Vem para nos dar um sutil gosto do que seria a perda. Para nos fazer dar ainda mais valor. A saudade não vem em excesso, seja nesse texto ou na nossa vida. Ela vem certa. Vem na medida.
Ela nos faz gostar do perto, faz-nos entender o longe. Faz com que pensemos mais na pessoa. Faz com que treinemos nosso cérebro e fiquemos concentrados. Em uma só pessoa. Mas isso é outro papo...
A questão é que a saudade faz com que fiquemos ainda mais românticos, ainda mais preocupados com o bem-estar da pessoa amada. E faz com que vejamos o verdadeiro sentido do amor.
Entender a saudade não é simples. É impossível, na verdade... Mas o bom é quando sabemos perfeitamente o porquê dela estar, naquele momento, com a gente. É quando temos total consciência de que não estamos completos sem a pessoa da qual sentimos falta.
E se isso acontece, é porque, de uma forma ou de outra, ficamos com mais certeza ainda de que amamos e somos amados.
- Para Ouvir: Palpite - Vanessa Rangel

























