
Eu simplesmente não mereço.
Uma porta aberta, uma janela fechada.
Uma vida deixada para depois
Junto com o amor
Meus anseios são dores.
Minha vontade se resume ao fim
Minha utopia é que nem se tivesse começado
Para que seu sofrimento não fosse necessário.
Para que você ainda estivesse feliz
Ainda fosse você mesma
Sem problemas
Sem dores
Sem lamentos
Meu sentimento, eu sei
Não consegue sobrepor-se ao que ocorre,
Não tenho respostas
Porque ninguém me responde.
Ninguém ouve minha voz clamando por socorro, amor
Ao questionar,
Sou aplacada
Reprimida com uma vara
Então me tranco
Estanco minhas dores
Com torniquetes falhos
Com esparadrapos esfarrapados
Mas minha alma sangra.
E minha boca se fecha
Eu só quero ver os seus olhos
Só ver os seus olhos.
Corra!!! Não prossiga...
Fique parada, estática
Minhas palavras se misturam com sonhos
Mas sonhos não podem ser ditos
Então minha alma sangra
E minha boca se fecha
Quero você
Preciso de você.
Mas meus desejos e necessidades não podem mais te ferir
Não podem mais te prender...
Por isso minha alma sangra
E minha boca se fecha.
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Quando eu decidir olhar para a frente, talvez você já tenha virado a esquina. Quando eu decidir respirar, talvez você já tenha sumido do ar. Quando eu decidir responder, talvez você já esteja surda às minhas súplicas. Quando eu decidir viver, talvez não haja mais vida.
Já perdi muito. Não quero te perder pelo mesmo motivo. A razão da minha existência aqui, para algumas pessoas, amor, se resume nos meus cifrões... Mas eu não consigo pedir para que você continue me esperando, porque não poderia pedir para que você sofra, para que você chore e sangre junto comigo.
Não posso pedir para que você siga junto comigo em uma tentativa frustrada de vida, em um ensaio não marcado para o meu espetáculo. Não posso. Simplesmente não posso...
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