segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Dos cegos do castelo me despeço e vou...



Tenho andado distraído


Impaciente e indeciso


E ainda estou confuso


Só que agora é diferente


Estou tão tranqüilo


E tão contente...



Quantas chances desperdicei


Quando o que eu mais queria


Era provar pra todo o mundo


Que eu não precisava


Provar nada pra ninguém...



Me fiz em mil pedaços


Prá você juntar


E queria sempre achar


Explicação pro que eu sentia


Como um anjo caído


Fiz questão de esquecer


Que mentir prá si mesmo


É sempre a pior mentira...



Mas não sou mais


Tão criança, oh! oh!


A ponto de saber tudo...



Já não me preocupo


Se eu não sei porquê


Às vezes o que eu vejo


Quase ninguém vê...



E eu sei que você sabe


Quase sem querer


Que eu vejo


O mesmo que você...



Tão correto e tão bonito


O infinito é realmente


Um dos deuses mais lindos


Sei que às vezes uso


Palavras repetidas


Mas quais são as palavras


Que nunca são ditas?...



Me disseram que você


Estava chorando


E foi então que eu percebi


Como lhe quero tanto...



Já não me preocupo


Se eu não sei por quê


Às vezes o que eu vejo


Quase ninguém vê..



E eu sei que você sabe


Quase sem querer


Que eu quero


O mesmo que você...



  • Para ouvir: Os Cegos do Castelo - Titãs

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