
Em um desses momentos em que pegamos um copo de café e nos sentimos invadidos por uma força inspiradora, peguei-me refletindo sobre um fenômeno muito condenado pelo [mal]dito (para mim) senso comum. Estava a pensar na covardia. Nos seus reflexos, nas suas reações...
Declaramo-nos corajosos, mas em diversas situações somos o que a sociedade considera por covardes.
Pondo-me a raciocinar, penso que a grande confusão está na explicação estapafúrdia de cada um dos casos.
Ser corajoso, muitas vezes, acaba consistindo somente em abrir mão da sua felicidade para correr atrás de coisas que a sociedade julga primordiais. Muitas vezes, cabe ao corajoso, arcar com conseqüências de atos não cometidos por ele. Os corajosos, frequentemente, agem simples e puramente para manter a reputação de corajosos, refutando muitas vezes seus próprios conceitos sobre uma certa situação, ou coisa, para o bem do que a massa acha por correto. Pelo bem do senso comum.
Ser covarde exige, por antítese, muita coragem. É preciso coragem para ver seus sonhos partirem e não correr atrás a tempo, dando-lhe um grande espaço de vantagem. É preciso extremo sangue frio para se abster de comentários que certamente fariam algum bem. É necessário ser corajoso para que, mesmo o seu falar sendo mais agradável que o calar, prefira-se ficar calado.
Enfim, de certo modo, chego à conclusão que o necessário é o meio termo. Chego à conclusão que neste caso, o realmente satisfatório era que a moeda, ao ser jogada, parasse em pé.
- Para ouvir: One Last Breath - Creed


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