
Pense por um instante. Quantas pessoas ao seu redor já morreram? Quantas delas eram de alguma religião? Quantas delas seguiam a algum deus? Creio que a maioria esmagadora responderá algo sinônimo a “muitos” a todas as perguntas. Vamos pensar um pouco? Como diria o digníssimo Chapolin, “Sigam-me os bons...”
Em algum momento de nossas vidas, acreditamos que o coelhinho da páscoa vai até o mercado próximo à nossa casa e nos compra vários ovos de chocolate, acreditamos que Papai Noel desce pela lareira – inexistente – de nossa casa para nos deixar presentes que comprou em algum varejista de nossa cidade, acreditamos que a fada dos dentes nos põe moedas – embora isso nunca tenha acontecido comigo – embaixo de nossos travesseiros ao perdermos um dente, acreditamos que os Power Rangers têm a força, e acreditamos em algum deus.
A partir do momento em que acreditamos que algum deus nos rege de lá de cima ou de lá de baixo, nos vemos obrigados a nos enquadrar em alguma maldita – e algum deus com eles – religião. Nos vemos obrigados a estar com os nossos iguais, com os que acreditam no mesmo – ou quase – deus que nós.
A partir do momento em que nos envergamos em alguma religião, é obrigatório que sigamos as suas leis. Suas normas. As quais não são, necessariamente, somente as que o deus de tal religião legisla. Digo que tal conduta é obrigatória pois se não nos vemos confortáveis com alguma regra, simplesmente devemos sair destas. O que não é muito fácil. Ainda assim, a religião me assusta por sua magnificência em unir coisas improváveis. Pessoas totalmente diferentes em um único propósito, que é adorar a um grande-e-poderoso-cara-invisível-que-tudo-criou. Fantástico. Pessoas pacatas, aventureiras, briguentas e calmas, heteros, bi e homo (estes por muitas vezes enrustidos e vestidos de suas máscaras), psicóticos, psicopatas, policiais e ladrões redimidos ou foragidos em busca de um álibi... Todos dentro do mesmo local, fazendo seus rituais ao grande-e-poderoso-cara-invisível-que-tudo-criou. Acreditando em qualquer palavra falada pelos grandes homens que ficam em cima dos púlpitos, e que nunca erram, e que nunca pecam, e que nunca nos julgam pelos nossos erros, mas que sempre nos julgam pelos nossos erros.
Agora, parando para pensar. O que ganham essas pessoas por largarem suas vidas, suas ambições, seus desejos mais ardentes e mais deleitadores por um grande-e-poderoso-cara-invisível-que-tudo-criou? É de se pensar que os ateus, apesar de não contarem com minha grande afeição e credibilidade, tem razão de denominarem os religiosos de pessoas-alienadas-e-bitoladas-que-acreditam-no-grande-e-poderoso-cara-invisível-que-tudo-criou.
Em algum momento de nossas vidas, acreditamos que o coelhinho da páscoa vai até o mercado próximo à nossa casa e nos compra vários ovos de chocolate, acreditamos que Papai Noel desce pela lareira – inexistente – de nossa casa para nos deixar presentes que comprou em algum varejista de nossa cidade, acreditamos que a fada dos dentes nos põe moedas – embora isso nunca tenha acontecido comigo – embaixo de nossos travesseiros ao perdermos um dente, acreditamos que os Power Rangers têm a força, e acreditamos em algum deus.
A partir do momento em que acreditamos que algum deus nos rege de lá de cima ou de lá de baixo, nos vemos obrigados a nos enquadrar em alguma maldita – e algum deus com eles – religião. Nos vemos obrigados a estar com os nossos iguais, com os que acreditam no mesmo – ou quase – deus que nós.
A partir do momento em que nos envergamos em alguma religião, é obrigatório que sigamos as suas leis. Suas normas. As quais não são, necessariamente, somente as que o deus de tal religião legisla. Digo que tal conduta é obrigatória pois se não nos vemos confortáveis com alguma regra, simplesmente devemos sair destas. O que não é muito fácil. Ainda assim, a religião me assusta por sua magnificência em unir coisas improváveis. Pessoas totalmente diferentes em um único propósito, que é adorar a um grande-e-poderoso-cara-invisível-que-tudo-criou. Fantástico. Pessoas pacatas, aventureiras, briguentas e calmas, heteros, bi e homo (estes por muitas vezes enrustidos e vestidos de suas máscaras), psicóticos, psicopatas, policiais e ladrões redimidos ou foragidos em busca de um álibi... Todos dentro do mesmo local, fazendo seus rituais ao grande-e-poderoso-cara-invisível-que-tudo-criou. Acreditando em qualquer palavra falada pelos grandes homens que ficam em cima dos púlpitos, e que nunca erram, e que nunca pecam, e que nunca nos julgam pelos nossos erros, mas que sempre nos julgam pelos nossos erros.
Agora, parando para pensar. O que ganham essas pessoas por largarem suas vidas, suas ambições, seus desejos mais ardentes e mais deleitadores por um grande-e-poderoso-cara-invisível-que-tudo-criou? É de se pensar que os ateus, apesar de não contarem com minha grande afeição e credibilidade, tem razão de denominarem os religiosos de pessoas-alienadas-e-bitoladas-que-acreditam-no-grande-e-poderoso-cara-invisível-que-tudo-criou.
- Para Ouvir: Unholy Trinity - Epica


2 comentários:
Herege.Vai queimar no inferno, sabia?Vc não tem vergonha,não? Fica ai blasfemando contra o grande-e-poderoso-cara-invisivel-que-tudo-criou, vc é louca? Não tem medo der ser punida com um raio na cabeça? Ou de receber umas 825 pragas de ganhafanhotos, pererecas e aranhas (ui, nossa, amei essas duas últimas pragas!)? Vc deveria ficar de joelhos agora (ta vendo como religião pode ser interessante?) e pedir perdão, sua devassa (que eu amo loucamente!)
Nossa, ganhafanhotos??? Espécie nossa pra Cidadezinha Pequena!
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