
Nada como o fim de ano. Temos ressacas de vários tipos. Tendo em vista que ressaca é aquilo que sentimos após termos exagerado em algum ponto, sentimos ressaca familiar, ressaca gastronômica, pessoal, sentimental, mental e, claro, alcoólica (se é assim que se chama). No dia 02, sentimos que passamos tempo demais com nossa família, tempo demais comendo, bebendo, planejando coisas que nunca vamos fazer e revendo tudo de errado que fizemos. Vemos que passamos tempo demais perto, tempo demais longe. O dia depois da Grande Virada de ano nos traz a revolução mental. Estranho, porque deveria ser isso que o Ano Novo tinha de nos trazer. Mas não é. Os dias 31 e 01 nos trazem sentimentos burlescos, fantasiados, mascarados e maquiados. Trazem-nos luz de velas em todas as nossas sombras. Mas luz de velas apaga rápido, assim como o dia 02 chega num piscar de olhos, fazendo com que vejamos que o tamanho do nosso abdome ficou inversamente proporcional ao tamanho da nossa auto-estima, ao tamanho da nossa real satisfação. E para completar, o que me intriga é que a situação se repete em todos os anos e nada muda. E para completar, ano novo é em época de férias, na qual normalmente não vemos amigos nem a pessoa amada, pois temos a “obrigação” de estarmos em família. Festas de fim de ano me irritam. Humores de fim de ano me irritam. Não há tolerância em mim contra falsidade. Não há também contra fim de ano.
Realmente, posso ter uma visão pessimista dos fatos, mas a questão é que uma visão otimista não muda os fatos, e os fatos são esses. Ponto.
Realmente, posso ter uma visão pessimista dos fatos, mas a questão é que uma visão otimista não muda os fatos, e os fatos são esses. Ponto.
- Para Ouvir: New Year - Sugababes


Um comentário:
Espírito Natalino Hipócrita e Promessas de Bons Samaritanos para O Ano Novo.
Básico, my dear...
O importante é que mesmo depois de todas essas coisinhas ainda estamos juntas...
TE AMO
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